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Eu já fui para final e reprovado. E daí?

10 jul 2017 7 ago 2017

Hoje exerço a missão docente. Mas, nunca esqueço de que um dia já fui estudante e em vários níveis, pois fiz duas graduações, mestrado e doutorado. Não vou dizer que me afeiçoei a todos os meus professores da mesma forma, pois estaria mentindo. Sempre temos os nossos preferidos, mas nunca odiei nenhum deles. Sempre tive o entendimento de que os professores são pessoas comuns, que estão dispostos a passar os seus conhecimentos para outras pessoas. O que considero uma atitude nobre e necessária para o nosso desenvolvimento. Aprender sozinho é possível, mas com alguém mostrando o caminho e orientando, convenhamos, é bem mais fácil. Sou de um tempo em que as informações eram escassas, hoje elas são abundantes, porém exige esforço para filtrá-las.

Voltando ao assunto que dá o título a este pequeno escrito, eu já fui para final e reprovado. E daí? Eu não consigo entender o que se passa na cabeça de um aluno, quando ele joga a culpa das suas fraquezas, frustações e deficiências num professor. Falta de autocrítica? Falta de educação? Prepotência? São indagações que eu deixo para o leitor responder.

Se o professor cumpriu com a sua parte quanto a assiduidade às aulas, ministrando o assunto de forma adequada e detalhada, resolvendo exercícios na sala de aula, estimulando os alunos a buscarem informações em tarefas extraclasse, utilizando ferramentas de uso plural, proporcionando aulas práticas e aplicando avaliações compatíveis com o nível ensinado, não há o que reclamar desse profissional, pelo contrário ele é merecedor de respeito e homenagens por estar desempenhando de forma tão satisfatória o seu nobre ofício.

Acredito que o problema não esteja nas salas de aula. Apenas é lá onde tudo é revelado de forma pura e cristalina. São alunos despreparados do conhecimento mais básico, alheios ao que é ético, moral e justo, que não conhecem limites e não sabem respeitar os colegas, professores e funcionários das instituições de ensino superior. Tentam a todo custo impor vontades e caprichos de forma a deixá-los numa condição de intocáveis onde só possuem direitos, esquecendo dos seus deveres mais básicos.

Quando os resultados acadêmicos são pífios, são capazes de mover céus e terras para tentar ganhar conhecimento no grito, digo nota. Deviam antes de tudo se dedicar, ter assiduidade às aulas, entrar em sintonia com as informações que estão sendo passadas e cobradas. Isso garantiria o que todos almejam quando estudam, ou seja, o conhecimento e a sua consequente aprovação.

Até quando este tipo de aluno, que com certeza não é merecedor de estar ocupando uma vaga na academia, pois se houvesse um controle mais rígido, com certeza seria barrado na entrada, continuará atrapalhando as salas de aula, aborrecendo professores e reduzindo a capacidade de aprendizagem dos outros alunos, que estão nas salas de aula, no intuito de aprender e conseguir uma colocação no mercado ou melhorar a sua situação atual, apesar da vida corrida e atribulada que todos temos hoje em dia, pois a maioria precisa trabalhar, até mesmo para poder custear e viabilizar os próprios estudos.

Portanto, gostaria de deixar um recado direto para você que foi para a final ou que foi reprovado. Encare isso como um aviso claro, não como um demérito, que você não está bem e que precisa melhorar. Utilize isso em favor do seu crescimento. Não se engane, pois o mercado que o espera é muito mais exigente e implacável do que qualquer professor da face da Terra.


Prof. Paulo Sergio Oliveira de Carvalho (Criador da PS Videoaulas) – Engenheiro Civil Doutor.

Leciona nos cursos de Engenharia Civil nas Faculdades UNINASSAU e ESTÁCIO na cidade de João Pessoa/PB

E-Mail: ps@psvideoaulas.com

Web Site: http://psvideoaulas.com

YouTube: https://www.youtube.com/user/psvideoaulas

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